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Mediação Tecnológica impulsiona estudantes da rede pública estadual de Rondônia à aprovação em Medicina

Redação

Alunos do Ensino Médio da rede pública estadual de Rondônia, que participam do programa de Mediação Tecnológica (MedTec), foram aprovados em cursos de Medicina de universidades públicas após o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos ciclos avaliativos. O programa MedTec, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e ofertado por meio da Mediação Tecnológica, visa atender regiões com acesso limitado à educação presencial.

O MedTec utiliza a transmissão de aulas a partir de estúdios, complementadas por recursos digitais, alcançando estudantes de áreas rurais, ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Esses alunos acessam o conteúdo educacional de forma presencial nas unidades escolares. O modelo promove flexibilidade e autonomia, incentivando a participação ativa por meio de práticas pedagógicas, como o Momento Interativo, que inclui atividades orientadas pelos professores dos estúdios.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou a relevância dos investimentos governamentais em políticas públicas educacionais que expandem o acesso ao ensino. “A mediação tecnológica tem levado educação de qualidade a regiões onde o ensino presencial enfrenta limitações, garantindo que estudantes tenham oportunidades reais de alcançar seus objetivos acadêmicos e profissionais”, declarou.

Rotina de Estudos

Entre os estudantes que se destacaram está Luiz Fernando Kaxarari, de 19 anos, da Escola Estadual Jayme Peixoto de Alencar, em Extrema. Ele foi aprovado em Medicina na Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, em sua primeira participação no Enem. O jovem relatou que sua rotina de estudos era constante, utilizando apostilas, videoaulas e resolvendo exercícios, especialmente nas áreas de maior dificuldade. “Minha rotina de estudos não era perfeita, mas eu sempre tentava manter uma constância. Estudava pelo notebook, organizava um cronograma e focava mais nas matérias que eu tinha dificuldade”, afirmou. Sobre a mediação tecnológica, ele destacou que o modelo contribuiu para sua autonomia: “Eu podia estudar no meu ritmo, pausar, voltar e revisar quantas vezes fosse necessário”.

Naiany Vitória Santos, de 18 anos, aluna da Escola Estadual Alberto Nepomuceno/Extensão Escola Amigos do Campo, em Machadinho d’Oeste, também foi aprovada em Medicina na Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Goiás, em sua segunda tentativa no Enem. Inicialmente, seus estudos se limitavam às aulas escolares, mas ela expandiu sua dedicação com estudos em casa, à noite e nos finais de semana, focando na resolução de questões. “Quando decidi fazer o Enem para alcançar meu objetivo, passei a estudar também em casa, à noite e nos finais de semana, tendo como método as questões objetivas”, contou.

Acesso a Professores e Conteúdos

Ádina Natiele, de 19 anos, da Escola Estadual Ricardo Catanhede/Extensão Vinicius de Moraes, em Ariquemes, também garantiu uma vaga na Unir, em Porto Velho. A estudante explicou que conciliava as aulas com uma rotina de estudos em casa, que incluía treinos de redação, leitura e resolução de provas anteriores. “Mantinha uma rotina diária de preparação, com revisões periódicas e análise dos erros. A Mediação Tecnológica me proporcionou acesso a professores e conteúdos que contribuíram para o meu desenvolvimento”, declarou.

O secretário de Estado da Educação (Seduc), Massud Badra, salientou o papel da iniciativa na democratização do ensino. “O resultado dos estudantes reforça o compromisso da gestão estadual em assegurar oportunidades de aprendizagem em todo o estado. A Mediação Tecnológica tem sido uma ferramenta importante para fortalecer o ensino, apoiar a preparação para o Enem e contribuir para que mais jovens alcancem o ingresso no ensino superior”, concluiu.

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