O Sebrae lançou oficialmente, na última terça-feira (12), a quarta edição do Desafio Liga Jovem, a principal competição de empreendedorismo estudantil do Brasil. O evento também revelou a Itália como o destino da missão internacional para os vencedores. O lançamento ocorreu na sede do Sebrae, contando com a presença de aproximadamente 100 alunos e professores de três escolas públicas do Distrito Federal, além de 600 participantes que acompanharam a transmissão online.
A iniciativa visa proporcionar a estudantes de todo o país a chance de transformar ideias em projetos com impacto real. O foco é desenvolver soluções criativas e tecnológicas para desafios enfrentados por escolas ou comunidades. As inscrições permanecem abertas até 28 de maio. Para participar, os jovens devem formar equipes de dois a cinco integrantes, acompanhados por um professor ou orientador. A competição é dividida em três categorias: 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Profissional e Técnico.
Paulo Ventura, gestor do Desafio Liga Jovem e analista de Educação Empreendedora do Sebrae Nacional, detalhou o percurso dos participantes. "Esses alunos passarão por uma jornada que vai da ideia ao desenvolvimento do projeto", afirmou. Ele explicou que os três melhores de cada categoria por estado avançam para a etapa nacional, agendada para 4 de dezembro, durante o Festival LED, em Brasília. Nesse evento, os campeões serão anunciados e conquistarão a viagem para a Itália.
Os vencedores da etapa nacional receberão, além do reconhecimento de honra ao mérito, os seguintes prêmios:
- 1º lugar: Viagem internacional com todas as despesas pagas para a Itália, destinada a todo o grupo e seu orientador.
- 2º lugar: Um notebook.
- 3º lugar: Um celular.
Poder de Transformação
O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, participou remotamente e ressaltou a importância do desafio. Ele destacou que o Desafio Liga Jovem "transforma ideias em projetos, aproxima jovens ao empreendedorismo e abre portas para experiências nacionais e internacionais", além de auxiliar no desenvolvimento de competências como criatividade, protagonismo, trabalho em equipe e pensamento crítico. Soares também descreveu o projeto como "uma experiência que conecta a nossa juventude com a nossa educação, com a inovação e projetos de vida".
Nas edições anteriores, o Desafio Liga Jovem (DLJ) registrou mais de 100 mil inscritos em todos os estados, com a participação de 15 mil equipes.
Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, dirigiu-se aos jovens, incentivando-os a reconhecer sua capacidade de contribuição. Ele afirmou que o projeto "serve para mostrar que vocês fazem a diferença, se unindo para transformar realidades".
Ana Lúcia Rodrigues, gerente da Unidade de Educação Empreendedora do Sebrae, reforçou que o Desafio Liga Jovem vai além dos prêmios, sendo uma oportunidade de transformação pessoal. Ela incentivou os participantes a "se desenvolverem como pessoas, com seus projetos de vida" e a "mergulharem nessa oportunidade para fazer valer a experiência".
Histórias que Inspiram
Celisângela Lindozo, estudante da Escola Técnica Leste Sérgio Damaceno, no Paranoá (DF), compartilhou sua perspectiva: "Essa é uma oportunidade que temos de nos desafiar, juntar conhecimentos e colocar nossas ideias na mesa. Isso tudo abre portas". Ela mencionou ter conhecido o Desafio Liga Jovem em uma feira de empreendedorismo promovida pelo Sebrae.
Nathany Cordeiro, de 14 anos, natural de Alagoas, participou do projeto quando cursava o 8º ano do Ensino Fundamental.
Nathany descreveu o DLJ como "não uma competição, mas uma preparação para toda a vida", e acrescentou: "Aprendi que é possível mudar a vida das pessoas".
A equipe de Nathany desenvolveu o HeroWatch, um relógio projetado para crianças com Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), que auxilia na identificação de crises e oferece atividades para o autocontrole.
Elaine Lopes, orientadora de Nathany, enfatizou a importância do programa: "Inserir a iniciação científica nas escolas públicas não é fácil, e o Sebrae, a partir do DLJ, abre portas para quem só precisa de uma oportunidade."
Emocionada, a professora Rosângela Eduarda, de Cachoeira da Prata (MG), relatou sua experiência. "De onde a gente vem, a visão de mundo é muito limitada, e quando eu conheci o DLJ, as portas se abriram, e eu consegui perceber que a minha carreira como professora estava finalmente encaminhada. É uma experiência única viver tudo isso aqui", disse.