Após um período de análise das propostas e do histórico dos candidatos, é comum que o eleitor sinta receio de esquecer os números escolhidos no momento de votar. Embora a urna eletrônica seja um avanço tecnológico consolidado, o uso de um papel com as informações anotadas, a chamada "colinha", continua sendo um recurso eficaz para garantir a precisão do voto.
Orientações para o dia da votação
A legislação eleitoral permite que o eleitor leve sua lista de candidatos anotada em papel para a cabine de votação. É fundamental ressaltar, contudo, que o uso de aparelhos celulares é proibido no momento do voto. O dispositivo deve ser entregue aos mesários antes do acesso à cabine, medida que visa assegurar o sigilo do voto e prevenir fraudes ou registros indevidos. A recusa em entregar o aparelho pode impedir o eleitor de votar.
Além da colinha, o eleitor deve portar um documento oficial de identificação com foto. O título de eleitor não é obrigatório, mas facilita a localização da zona e seção eleitoral. O aplicativo e-Título também pode ser utilizado para essa finalidade, sendo recomendável verificar o local de votação com antecedência.
Impacto dos erros na digitação
A ausência da colinha gerou um volume significativo de votos nulos no primeiro turno das eleições deste ano. No Distrito Federal, por exemplo, milhares de eleitores digitaram números de partidos que não possuíam candidatos ao governo, resultando na anulação dos votos e influenciando a configuração do segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).
Situação semelhante ocorreu no Rio de Janeiro, onde eleitores confundiram o número do candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o número do Partido dos Trabalhadores. Como não havia candidato do PT na disputa ao governo estadual, os votos foram anulados, impactando o resultado final do pleito.