A tecnologia está mudando a maneira de produzir alimentos, administrar propriedades e tomar decisões no agronegócio. Drones, sensores, imagens de satélite e sistemas de inteligência artificial já oferecem possibilidades que há poucos anos pareciam distantes da realidade dos produtores rurais de Rondônia. Entretanto, uma pergunta continua sendo fundamental: investir em tecnologia realmente gera retorno ou pode se transformar em mais uma despesa para quem trabalha no campo?
Esse foi o ponto de partida de uma edição do RuralCast, produção do Grupo Amazun, apresentada por Inácio Rocha, que recebeu o engenheiro agrônomo e especialista em drones Sidnei Vobedo, em entrevista realizada no dia 27 de outubro de 2026, em Porto Velho.
Formado em Engenharia Agronômica, com especializações em Segurança do Trabalho e Metodologia do Ensino Profissional e Tecnológico, Sidnei atua no segmento de drones desde aproximadamente 2020 e 2021, desenvolvendo trabalhos relacionados a aplicações agrícolas, mapeamento, levantamento topográfico e capacitação profissional.
Durante aproximadamente 50 minutos, o especialista compartilhou experiências de campo e apresentou situações em que o uso correto da tecnologia contribuiu para identificar problemas, reduzir o tempo de execução de serviços e evitar investimentos desnecessários.
A conversa também abordou a realidade dos pequenos produtores, os obstáculos de conectividade, a evolução da inteligência artificial e a necessidade de preparar profissionais para um mercado rural cada vez mais tecnológico.
Tecnologia avança em Rondônia, mas ainda enfrenta resistência
Ao analisar o desenvolvimento tecnológico do agronegócio em Rondônia, Sidnei afirmou que a presença de drones e outras ferramentas digitais tem crescido no estado.
Segundo ele, os equipamentos passaram a ser utilizados em diferentes atividades, incluindo agricultura, topografia, produção audiovisual e serviços especializados.
O especialista explicou que tecnologias recém-lançadas costumam apresentar custos elevados, mas tendem a se tornar mais acessíveis com a evolução dos equipamentos e a ampliação do mercado.
Entretanto, a redução dos preços não elimina a necessidade de avaliar a viabilidade do investimento.
Sidnei destacou que parte dos produtores ainda demonstra insegurança diante de ferramentas que não conhece suficientemente.
Na avaliação do entrevistado, o desafio não está apenas em adquirir equipamentos, mas em compreender como utilizá-los para melhorar a gestão e os resultados.
Drone no campo: ferramenta de trabalho ou luxo para poucos?
Durante a entrevista, Inácio Rocha questionou se o drone ainda representa um equipamento de luxo ou se já pode ser considerado uma ferramenta de trabalho para o setor rural.
Sidnei respondeu:
"Ferramenta de trabalho, sem sombra de dúvidas."
O engenheiro agrônomo explicou que existem equipamentos voltados a diferentes necessidades e capacidades financeiras.
Segundo os valores mencionados durante a entrevista, há modelos de entrada na faixa de R$ 1 mil, enquanto sistemas profissionais especializados podem ultrapassar centenas de milhares de reais.
A diferença está nas funções oferecidas, no tipo de sensor, na capacidade operacional e nas necessidades específicas de cada atividade.
Entretanto, o entrevistado alertou que comprar o equipamento mais caro não significa necessariamente obter o melhor resultado.
Para Sidnei, a aquisição precisa começar com uma pergunta:
"Qual o problema eu vou solucionar com ele e ele vai me trazer retorno?"
O especialista explicou que o equipamento deve ser escolhido em função das dificuldades enfrentadas na propriedade, e não pela popularidade da tecnologia.
A ausência desse planejamento pode transformar um investimento expressivo em capital parado.
Produtor pode perder dinheiro ao comprar equipamentos sem capacitação
Um dos alertas mais importantes da entrevista foi sobre a aquisição de tecnologias sem conhecimento técnico.
Sidnei relatou ter encontrado produtores que investiram aproximadamente R$ 40 mil em equipamentos avançados, mas não possuíam profissionais capacitados para utilizá-los.
Segundo ele, em uma dessas situações, foi necessário desenvolver um processo de treinamento depois que o equipamento já havia sido comprado.
O problema não estava necessariamente na qualidade da ferramenta, mas na ausência de preparação para operar os recursos disponíveis.
O convidado destacou que muitas propriedades acabam utilizando apenas parte da capacidade dos equipamentos adquiridos.
A situação compromete o retorno financeiro e pode provocar uma percepção equivocada de que a tecnologia não funciona.
A orientação apresentada foi clara: antes de comprar, o produtor precisa identificar sua necessidade, conhecer as características do equipamento e verificar se dispõe de mão de obra qualificada.
Trabalho de dois dias pode ser realizado em dez minutos com drone
Um dos exemplos de maior impacto apresentados por Sidnei envolveu um pequeno produtor que enfrentava dificuldades para realizar a pulverização de aproximadamente dois hectares.
Segundo o relato, a área apresentava obstáculos que impediam a entrada de tratores, exigindo deslocamentos e trabalho manual.
O serviço normalmente demandava cerca de dois dias.
Com a utilização de um drone agrícola, a atividade foi realizada em aproximadamente dez minutos, conforme a experiência descrita pelo especialista.
O resultado chamou a atenção do produtor pela diferença no tempo de execução.
O exemplo demonstra como a escolha de uma tecnologia adequada pode aumentar a eficiência operacional.
Entretanto, o tempo de aplicação depende das características do equipamento, do terreno, da atividade e das condições de operação. O resultado relatado não deve ser interpretado como uma produtividade garantida para todas as propriedades.
Drones conseguem acelerar levantamentos topográficos
A aplicação de drones em levantamentos topográficos também recebeu destaque.
Sidnei explicou que equipamentos com sensores LiDAR permitem coletar informações espaciais detalhadas, possibilitando a criação de modelos digitais de terrenos e nuvens de pontos tridimensionais.
Segundo sua experiência profissional, determinados trabalhos que poderiam demandar um ou dois meses com métodos convencionais podem ser executados em menos de uma semana com a utilização de equipamentos adequados.
O especialista ressaltou que essa tecnologia contribui para ampliar a quantidade de dados coletados e melhorar o planejamento de projetos.
As informações podem ser utilizadas em obras de engenharia, definição de áreas produtivas, estudos de relevo e planejamento de estruturas rurais.
A discussão reforçou que a modernização não deve ser avaliada exclusivamente pelo custo do equipamento, mas pelo resultado que sua aplicação proporciona.
Falhas de drenagem podem provocar perdas expressivas nas lavouras
Outro exemplo apresentado durante a entrevista foi identificado em uma plantação de soja.
Sidnei relatou ter observado falhas importantes no desenvolvimento da lavoura, relacionadas a problemas de drenagem e acúmulo de água.
Segundo sua avaliação visual, determinada área havia sofrido perdas expressivas, que ele estimou em mais de 30%.
O convidado explicou que o problema estava associado à execução inadequada de estruturas de escoamento.
A água não conseguia seguir o percurso esperado e permanecia acumulada em partes do terreno.
Em outro trabalho, o especialista relatou que foi contratado para mapear uma propriedade onde havia sido construída uma vala sem planejamento adequado.
Após o levantamento, a equipe conseguiu identificar pontos mais apropriados para o sistema de drenagem.
O caso ilustra como a coleta e a interpretação de informações sobre o terreno podem evitar obras desnecessárias e reduzir riscos de perdas produtivas.
A estimativa de prejuízo apresentada na entrevista corresponde à percepção do especialista sobre a situação observada, não a uma medição técnica independente divulgada no episódio.
Produtor perdeu três vacas e decidiu aprender a operar drones
Uma das histórias mais marcantes da entrevista envolveu um produtor rural de aproximadamente 70 anos que participou de um curso de operação de drones.
Segundo Sidnei, o homem decidiu aprender a utilizar o equipamento após perder três vacas que ficaram atoladas em uma área da propriedade.
O produtor não conseguiu identificar a situação e prestar socorro a tempo.
A experiência despertou o interesse pela utilização de um drone de pequeno porte para realizar monitoramentos periódicos.
Na avaliação apresentada durante o programa, o valor dos animais perdidos poderia ter sido suficiente para custear equipamentos de entrada.
O exemplo demonstrou que a modernização não está restrita aos jovens ou às grandes empresas.
Produtores experientes também podem incorporar novas ferramentas para facilitar atividades e melhorar a capacidade de acompanhamento das propriedades.
Inteligência artificial auxilia, mas não substitui o conhecimento técnico
A utilização da inteligência artificial no campo foi outro tema importante.
Inácio Rocha questionou se os sistemas inteligentes já conseguem ajudar os produtores a tomar decisões sobre lavouras e propriedades.
Sidnei reconheceu o potencial dessas ferramentas, mas alertou para os riscos de confiar exclusivamente em resultados automatizados.
"A inteligência artificial por si só não resolve tudo."
O engenheiro agrônomo explicou que sistemas digitais podem processar imagens, organizar informações e identificar padrões, mas a interpretação dos resultados exige conhecimento sobre a realidade de cada propriedade.
Condições climáticas, características do solo, histórico da produção e outros fatores precisam ser considerados nas decisões agronômicas.
Segundo ele, as ferramentas digitais devem funcionar como apoio ao profissional responsável.
A discussão também destacou que sistemas automatizados podem apresentar informações imprecisas, tornando necessária a validação técnica.
A principal reflexão foi que tecnologia e conhecimento humano precisam trabalhar juntos.
Inteligência artificial já permite identificar plantas e contar animais
Sidnei também apresentou aplicações mais avançadas de drones equipados com sensores e sistemas inteligentes.
Entre os recursos discutidos estão os sensores multiespectrais, capazes de captar informações relacionadas às características das plantas e ao desenvolvimento da vegetação.
Com o processamento adequado, esses dados podem ajudar a identificar diferenças nas lavouras e apoiar o monitoramento ambiental.
O especialista mencionou ainda a utilização de imagens para reconhecer determinados tipos de plantas em áreas florestais.
Outra aplicação apresentada foi a contagem automatizada de animais.
Segundo ele, já existem sistemas capazes de analisar vídeos e imagens para estimar a quantidade de animais presentes em determinada área.
Algumas soluções também buscam estimar características dos animais a partir de suas dimensões, embora os resultados dependam da qualidade dos dados e dos métodos utilizados.
Para o entrevistado, essas ferramentas representam oportunidades de ampliar a capacidade de monitoramento e melhorar a organização das atividades rurais.
Ferramentas gratuitas também podem ajudar o pequeno produtor
A modernização do campo nem sempre exige a compra imediata de equipamentos.
Durante a entrevista, Sidnei destacou a existência de ferramentas gratuitas que permitem analisar informações geográficas e imagens de satélite.
Entre os exemplos mencionados está o QGIS, software livre utilizado para análise e processamento de dados geoespaciais.
O especialista explicou que informações disponíveis publicamente podem auxiliar na compreensão das características da propriedade e no planejamento de atividades.
Entretanto, ressaltou que imagens de maior resolução ou levantamentos muito específicos podem exigir a contratação de serviços profissionais.
A orientação apresentada foi aproveitar inicialmente os recursos disponíveis e identificar as limitações antes de realizar novos investimentos.
Saber utilizar os dados pode ser mais importante que comprar uma máquina
Um dos momentos mais relevantes da entrevista ocorreu quando Inácio Rocha perguntou o que poderia melhorar mais os resultados de uma fazenda: adquirir equipamentos novos ou aprender a utilizar os dados já disponíveis.
Sidnei respondeu:
"Aprender melhor, usar os dados, sem sombra de dúvida."
O especialista explicou que informações organizadas podem evitar gastos desnecessários e contribuir para decisões mais precisas.
Como exemplo, relatou o caso de uma propriedade que possuía apenas um desenho aproximado da divisão de seus terrenos.
Após um mapeamento, foi possível elaborar um mapa atualizado e utilizar as informações para planejar a instalação de bebedouros destinados aos animais.
O trabalho considerou as características do relevo, a divisão das áreas e os deslocamentos necessários para o rebanho.
Com isso, o produtor pôde avaliar melhor a quantidade de estruturas necessárias e os locais mais adequados para instalação.
A experiência demonstra que o planejamento orientado por dados pode gerar benefícios mesmo quando não envolve a compra de máquinas sofisticadas.
Internet rural é fundamental para ampliar a conectividade no campo
A falta de conectividade em determinadas regiões de Rondônia também foi discutida durante o episódio.
Inácio Rocha questionou se as dificuldades de acesso à internet ainda representam obstáculos para a modernização.
Sidnei destacou que a conectividade pode facilitar o funcionamento de aplicativos, o envio de dados, o acompanhamento remoto e a automação de processos.
O especialista mencionou o uso de serviços de internet via satélite, incluindo a Starlink, em suas próprias atividades de campo.
Segundo ele, determinados sistemas de posicionamento e correção em tempo real dependem de comunicação de dados para funcionar adequadamente.
Entretanto, o convidado explicou que algumas operações com drones podem ser executadas sem conexão contínua, desde que sejam devidamente planejadas.
A conversa mostrou que a conectividade amplia as possibilidades tecnológicas, mas que as necessidades variam de acordo com o tipo de serviço.
Rondônia está preparada para o Agro 4.0?
A modernização das propriedades foi discutida dentro do conceito de Agro 4.0, relacionado à integração de ferramentas digitais, automação, conectividade e análise de dados.
Na avaliação de Sidnei, Rondônia possui condições favoráveis para ampliar o uso dessas tecnologias.
O especialista afirmou que já existem propriedades tecnicamente avançadas no estado, mas considera necessário fortalecer a confiança dos produtores e ampliar a capacitação.
Segundo ele, o investimento tecnológico deve ser acompanhado de mudanças nos processos de gestão.
A modernização também exige profissionais capazes de interpretar informações e aplicar soluções adequadas às necessidades de cada atividade.
Senar e sindicatos rurais podem ampliar o acesso à capacitação
A qualificação profissional foi apresentada como um dos caminhos para fortalecer a tecnologia no campo.
Sidnei relatou experiências na realização de treinamentos relacionados à operação de drones e destacou o trabalho desenvolvido por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Segundo ele, sindicatos rurais participam da mobilização de produtores interessados em capacitações.
A partir das demandas identificadas, são organizadas turmas e atividades formativas, conforme a disponibilidade dos programas.
O convidado mencionou cursos gratuitos como oportunidades para trabalhadores que desejam aprender novas habilidades.
A formação pode beneficiar tanto produtores interessados em modernizar suas propriedades quanto profissionais que pretendem atuar na prestação de serviços especializados.
Para conhecer cursos disponíveis, os interessados devem consultar os sindicatos rurais de seus municípios e os canais oficiais do Senar.
Comprar o equipamento ou contratar o serviço?
Uma dúvida recorrente entre produtores foi apresentada por Inácio Rocha: vale mais a pena adquirir um drone ou contratar uma empresa especializada?
Sidnei explicou que a decisão depende principalmente da frequência de utilização e do tipo de serviço necessário.
Para levantamentos complexos realizados esporadicamente, como determinadas aplicações com LiDAR, a contratação pode ser financeiramente mais adequada.
Já em atividades frequentes, a aquisição pode apresentar vantagens, desde que exista capacidade operacional e retorno econômico.
O especialista também mencionou associações e cooperativas que utilizam equipamentos compartilhados.
Na avaliação apresentada, o mercado de drones em Rondônia passou a reunir diferentes modelos de utilização, incluindo produtores com equipamentos próprios, prestadores de serviços e organizações coletivas.
Drones e pulverização: precisão não significa alterar a dose de defensivos
A utilização de drones na aplicação de produtos agrícolas também foi discutida.
Questionado sobre a possibilidade de reduzir o consumo de defensivos, Sidnei explicou que é necessário distinguir a quantidade de produto prescrita do volume de água utilizado na aplicação.
Segundo ele, a vantagem do equipamento não está em simplesmente reduzir a dose recomendada do defensivo.
O diferencial pode estar na precisão, na possibilidade de realizar aplicações localizadas e na redução do volume de água necessário em determinadas operações.
O especialista ressaltou que a utilização exige conhecimento técnico e respeito às exigências legais.
A discussão reforçou que a eficiência da pulverização depende de planejamento, regulagem, condições ambientais, orientação agronômica e cumprimento das normas aplicáveis.
Drones também podem auxiliar municípios, obras e pesquisas ambientais
Além das atividades agrícolas, a entrevista apresentou outras aplicações profissionais.
Sidnei relatou já ter participado de trabalhos de mapeamento de lagoas, tanques de piscicultura, áreas com risco de alagamento e trechos do rio Madeira.
Entre os serviços mencionados esteve um levantamento destinado à identificação de gravuras rupestres em formações rochosas.
O engenheiro também comentou oportunidades relacionadas ao monitoramento ambiental e à utilização de drones para inspeção e limpeza de estruturas.
Na administração pública, destacou que a contratação de tecnologias exige conhecimento sobre os equipamentos e suas limitações.
Segundo ele, já observou processos de contratação nos quais as especificações técnicas não estavam adequadamente alinhadas ao serviço pretendido.
O episódio ressaltou que a inovação também precisa estar acompanhada de planejamento e capacidade de avaliação pelos órgãos contratantes.
Tecnologia e experiência precisam caminhar juntas
A resistência de profissionais mais experientes à adoção de ferramentas digitais foi outro assunto discutido.
Sidnei afirmou que o conhecimento acumulado durante anos de trabalho não deve ser desconsiderado.
"A gente nunca pode descartar a experiência."
O especialista explicou que as tecnologias oferecem informações importantes, mas a experiência dos produtores contribui para interpretar situações e tomar decisões.
Para ele, a integração dessas duas formas de conhecimento representa um caminho mais adequado para melhorar os resultados.
A discussão também abordou o papel das novas gerações na modernização das propriedades.
Jovens que recebem formação técnica e acadêmica podem contribuir com conhecimentos atualizados, desde que encontrem oportunidades para aplicá-los no negócio familiar.
Essa integração pode fortalecer a sucessão rural e criar novas perspectivas profissionais no campo.
O futuro do agronegócio depende de informação, planejamento e inovação
Ao final da entrevista, Inácio Rocha pediu que Sidnei apresentasse uma recomendação para produtores que possuem poucos recursos e desejam modernizar suas propriedades.
O especialista retomou um dos principais ensinamentos do programa: identificar primeiro onde estão as perdas e quais problemas precisam ser resolvidos.
A partir desse diagnóstico, o produtor pode buscar informações gratuitas, avaliar serviços especializados e decidir se realmente precisa adquirir um equipamento.
"Ele te mostra o problema e você vai tomar a decisão."
A frase foi utilizada por Sidnei para explicar que o drone não resolve automaticamente todas as dificuldades encontradas em uma propriedade.
A tecnologia oferece dados e ferramentas, mas os resultados dependem da capacidade de interpretar e transformar essas informações em ações.
No encerramento, o convidado incentivou os produtores a investir em conhecimento e acompanhar as transformações do mercado.
A principal reflexão deixada pelo episódio é que a tecnologia não deve ser medida apenas pelo preço do equipamento, mas pela sua capacidade de resolver problemas reais, reduzir perdas e contribuir para a sustentabilidade econômica da atividade rural.
O episódio do RuralCast, apresentado por Inácio Rocha, com participação de Sidnei Vobedo, integra as produções do Grupo Amazun, com distribuição pelo canal Olá Rondônia, no YouTube, pelos portais de notícias e pelas emissoras parceiras.